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sábado, 12 de maio de 2012

AS QUATRO NOBRES VERDADES




Imagem: Buda a pregar o seu primeiro sermão.
Inicialmente, Buda baseou a sua análise da condição humana em três observações fundamentais - As Três Marcas da Existência.
A primeira marca da existência humana é o ponto de partida para todo o sistema religioso budista - a impermanência (anitya). No mundo material nada permanece, tudo está em movimento, declarou Buda. As coisas podem dar a impressão de o serem, contudo isso não passa de uma ilusão.
A segunda marca é a insatisfação (duhkha), ou seja, a dor. É consequência da primeira marca. Para o pensamento budista, tudo o que não fosse permanente gerava insatisfação. Procurar essa permanência no mundo material estaria votado ao fracasso.
A terceira marca é a ideia de inexistência de alma (anatman). Os seres humanos não têm alma (atman) permanente, disse Buda. Para ele, o ser humano era um ser compósito, constituído por uma nuvem de componentes físicos e mentais em permanente mudança. Falar de um "núcleo" eterno do ser humano que persistisse depois da morte seria completamente falso. Alguns elementos característicos do ser humano poderiam passar de uma vida para outra, contudo não a personalidade em si.
Mais tarde, Buda passou desta ideia pessimista da condição humana para a sugestão da existência de uma via de saída do impasse: As Quatro Nobres Verdades.
A primeira considerava a vida na sua essência, insatisfatória.
A segunda corresponde à ideia de que essa insatisfação deriva das ânsias (trsna), ou seja desejos, que assolavam o ser humano e da sua ignorância (avidya).
A terceira era que este não tinha de ser o destino de todos os homens e que haveria forma de fugir à escravatura deste mundo insatisfatório.
A quarta e última nobre verdade determinava o caminho de fuga à escravidão do mundo, ou seja, as Oito Vias Sagradas.
1. parecer recto, adequado, correcto
2. intenção recta
3. discurso recto
4. acções rectas
5. existência recta
6. esforço recto
7. espírito recto
8. concentração recta
Destas oito vias, poder-se-á considerar as duas últimas como as de maior cariz religioso. O espírito recto corresponde a um exercício espiritual especificamente budista enquanto a concentração recta refere-se à meditação recta. É através da meditação que se pode chegar à verdadeira compreensão da natureza da realidade e obter a libertação dos ciclos intermináveis de samsara.

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