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sábado, 12 de maio de 2012

O BUDISMO TÂNTRICO





O Budismo Tântrico surgiu no século VI e tem como base os textos conhecidos como Tantras. As suas bases fundamentais são a meditação, o ritual, o simbolismo e a magia. Embora a magia não faça parte dos ensinamentos de Buda, os praticantes do Tantrismo consideram os Tantra como a forma mais rápida de atingir a natureza-de-Buda, em detrimento dos Bodisatvas, como acontece nas outras vertentes do Budismo Mahayana. Quando o Tantrismo recorre aos mantras (sons sagrados poderosos) damos o nome de mantrayanas.
O Tantrismo procura entender a ligação ininterrupta entre todos os estados e condições humanas, incluindo aqueles considerados poluentes ou perigosos. Todos os estados são natureza-de-Buda se observados e experimentados correctamente.
Outro nome do Budismo Tântrico é Vajrayana, o veículo do Relâmpago. É bastante vulgar no Tibete. Os cinco jinas, os eminentes, ou Ghyani-Buddha (Budas Celestiais) são importantes objectos de meditação. São eles Akshobya, Amitaba, Amoghasiddhi, Ratnasambava e Vairocana.
O Budismo sempre defendeu que o Buda histórico era apenas um na linhagem de seres iluminados, todos eles pregando a mesma mensagem religiosa de libertação. Ao longo do tempo, esta ideia ganhou uma perspectiva consensual de que o número de Budas era tão numeroso quanto os grãos de areia na margem do rio Ganges.
Os cinco eminentes já referidos tornaram-se objecto de devoção popular e em muitos textos Mahayana há mesmo referências detalhadas das características das terras dos Budas. O Budismo Tântrico vê cada um como uma manifestação particular da existência de Buda. Os praticantes tântricos, sob a orientação de um guru, aprendem a visualizar e a identificarem-se com um desses aspectos da natureza-de-Buda. Dentro das técnicas usadas, além da recitação dos mantras, são a meditação sobre a mandala da deidade e exercícios de ioga que têm como objectivo a alteração de desequilíbrios.

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